Contas feitas

A Inglaterra decidiu, depois de ter feito umas contas que desiste da realização do Mundial de Rugby de 2015.

A França esquivou-se, um dos responsáveis franceses afirmou “se ao menos Portugal se tivesse qualificado”.

Em 2007 os jogos das fases de grupo praticamente não tiveram espectadores, excepção feita aos jogos da equipa da casa, dos All-Blacks e de Portugal, que encheu três estádios.

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Three points for Wales

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Is a portuguese expression for someone who misses miserably the goal by a mile.

Which isn’t the case, Wales won the 6 Nations Championship 2013 with a superb second half in the last game against England.

A month ago I went to Stade de France to watch the match of France against Wales, which the french lost due to slow thinking players with butter spreaded hands, but this team has potential.

One though gang


Fifty years ago the rugby team of the Portsmouth Grammar School in Hampshire posed for a photo.

They went their separate ways, but all sixteen members survived the years and returned to update their picture.

They are not as badass as the russian granny who takes brides as hostages. Mock abductions of brides are part of marriage ceremonies across the former Soviet Union. :)

 

 

 

O héroi


No sábado a Inglaterra jogou contra a África do Sul no Ellis Park um test match electrizante. Destaco o último ensaio do JP Pietersen que lança a avalanche Springbok lavrando as linhas inglesas, fixou o jogo bem dentro da linha dos 22 metros, a equipa rodou o jogo para a esquerda e quando voltou à direita soltou-o de novo e finalizou a jogada com um salto de gazela.

No que ao futebol diz respeito a selecção nacional também esteve em grande nível.

Go Boke!!! Vamos a eles rapaziada!

Atacar, atacar outra vez, atacar sempre.

«O râguebi é um jogo de ataque e os seus praticantes só podem fazer do jogo um êxito pensando ou falando  acerca dele em termos de ataque. Nunca devem encarar um encontro com a ideia de que vão para o campo para defender uma das equipas mas antes meter na cabeça que vão para atacar a outra equipa. Por outras palavras, devem aprender a primeira lição do râguebi, dar o tom.

Em râguebi o objectivo é marcar ensaios. E estes não serão marcados por jogadores que vão para o campo com o fito de defender; são marcados apenas por homens pensando no jogo em termos de ataque e que transformam os seus pensamentos em acção.

Uma equipa que aprecia o êxito tem de treinar para atacar, atacar outra vez, atacar sempre.» em O ABC do Râguebi, C. K. Saxton, 1960.

Cartão branco

A “Liga dos Campeões” de rugby do hemisfério sul introduziu nas suas regras o Cartão Branco para tornar o jogo mais mais transparente. Este cartão deve ser usado o árbitro quando se aperceba duma falta violenta, agressão, etc… sem que consiga identificar o autor para que seja posteriormente analisada e penalizada.

Não vou comparar com o que se passa com o futebol.

Aliás já que falo em futebol! SPOOOOORTING :)

Pieguices

«A third defeat in a row to the Welsh was always going to be hard to take but the manner of this two-point loss — after a contest Ireland should have wrapped up long before Leigh Halfpenny’s last-minute winning penalty — leaves the Irish regarding their assignment in Paris with all the enthusiasm of hobbits heading to Mordor.» Entrega, lealdade competitiva e atitude de conquista.

«(…)Bill Beaumont, ouvi-o, inflamado, dizer-me: viste isto? Respondi-lhe que sim e que achava ter sido um gesto gratuito, despropositado e inqualificável para mais num capitão da equipa nacional. Mas também acrescentei, sem retirar qualquer das qualificações, que estavamos mais perante aparência do que realidade. Falavamos, é claro, sobre a considerada – e assim presumida pelos  cerca de 3 mil espectadores que estavam no Estádio Universitário – cabeçada que o capitão João Correia teria enfiado a um inglês que víamos estendido no campo. Tentei explicar, porque, por mero acaso, estava a olhar para o local durante a paragem do jogo, que o gesto havia sido um estúpido mas mero encostar de cabeça. Mas o antigo capitão da Inglaterra e dos British Lions estava demasiado indignado para encarar a hipótese. E a posição de gloriosa superioridade do velho British Empire também não ajudava – um dos deles estava no chão, a torcer-se e isso bastava para a presunção. Sir Beaumont não queria ouvir mais nada. No sábado, no Escócia-Inglaterra, o capitão inglês Chris Robshaw encostou a cabeça – igualzinho ao João Correia – ao formação escocês, Chris Cusiter. Nada se passou, ninguém caiu – e julgo que também não terá havido nenhuma particular reacção de indignação por parte de Bill Beaumont. Tão pouco qualquer exigência de verificação vídeo por parte dele ou de outro qualquer inglês assistente ao XV Português – England Students. A diferença? A diferença esteve apenas no carácter dos opositores! Para um mesmo gesto, o escocês comportou-se com a dignidade exigível num momento daqueles – não estremeceu e mostrou ao que estava: para jogar sem se deixar intimidar; para um mesmo gesto, o student inglês comportou-se como um aprendiz de chico esperto da escola da rua e tentou fugir às responsabilidades atirando-se deliberada e dramaticamente para o chão, deixando aos espectadores a convicção do sofrimento de violentíssima repugnante agressão. Resta o facto. De um gesto desajustado ao espaço desportivo de um campo de jogo o carácter de um e outro dos visados, fez a diferença essencial: João Correia, capitão da selecção portuguesa, está suspenso da actividade de jogador; Chris Robshaw, capitão inglês, vai continuar a jogar e a capitanear a Inglaterra. Tudo por causa do outro.»

Este não é um post político.