Algarves

Blood moon lunar eclipseO emir Almóada, em 1156, nomeou o filho Ibn Said governador de Córdova e Sevilha com o objectivo de aniquilar a resistência que ainda se mantinha no Al Andaluz. Ibn Said nomeou novos governadores para Silves e Beja. Tavira e Alcácer do Sal mantiveram-se independentes, haviam estabelecido uma aliança de protecção mútua, disponham de importantes frotas militares e facilmente resistiam aos cercos almóadas.

Ali Ibn al-Wahibi, cuja família governava Tavira, foi convidado pelos habitantes de Alcácer do Sal para governar a cidade em 1158, por esta estar depauperada pelos frequentes confrontos com Ibn al-Rink(o filho de Henrique), Afonso Henriques, o novo governador secretamente estabeleceu um período de tréguas com o infiel. Quando a população descobriu, decapitou-o.

Alcácer do Sal foi conquistada em 1160, Tavira manteve o seu estatuto de independente até 1168, integrando-se depois no califado até 1239 quando foi conquistada.

Advertisements

Untranslatable

rua
      torta

                       lua
                             morta

                                              tua
                                                    porta.


Basil Hatim and Ian Mason in Discourse and the Translator  wrote “In this short poem, phonemic form is everything, the words themselves are evocative: a small town with ‘winding streets’ (rua torta), a ‘fading moon’ (lua morta) and the hint of an amorous affair: ‘your door’ (tua porta). But their impact is achieved almost solely through the close rhyme and rhythm; the meaning is raised from the level of the banal by dint of exploiting features which are indissociable from the Portuguese language as a code.

Valentín García Yebra, spanish philologist and translator, in his 1983 book En Torno a la Traducción relates that he gave up the attempt to translate the poem even into Spanish, a language which shares certain phonological features with Portuguese.

Cassiano Ricardo wrote “Serenata sintética” in 1957. Simple yet untranslatable.

Quem é que apanhou herpes este fim de semana?

e8b191a91d1bacf004d34142222a8acab8e3f47865389ca81bcb7f2c0c762229

O jornal espanhol ABC deu por verdadeira a manchete de 5 de Agosto de 1914 do The Onion.

O Diario do Povo chinês em 2012 deu noticia de que o The Onion “achava” o lider norte-coreano Kim Jong-Un o homem mais sexy do mundo.

Quando leio qualquer coisa sobre a politica em Portugal, dou uma volta pelo Inimigo Publico o Imprensa Falsa, não se dê o caso…

A verdade dos enunciados

To-Understand-Recursion-First-You-Have-to-Understand-Recursion_39683-lA tese da subdeterminação de Pierre Duhem defende que para qualquer teoria que dê conta das nossas experiências, haverá sempre outra, possivelmente incompatível, que igualmente dá conta das mesmas experiências. Esta tese provém da ideia de que as previsões feitas por uma teoria são consequências da conjunção dos enunciados dessa mesma teoria mais um conjunto de hipóteses auxiliares. Assim, se a previsão for verdadeira, não podemos saber exactamente que parte da conjunção é confirmada; do mesmo do modo, se for falsa, não podemos saber exactamente quais enunciados são falsos.

A subdeterminação surge justamente porque é sempre possível alterar alguns enunciados da teoria ou rejeitar algumas hipóteses auxiliares de modo a serem compatíveis com as nossas experiências. Aqui entra outra ideia defendida por Duhem, o instrumentalismo sintático não-eliminativo, nele o objectivo da ciência não é fornecer explicações da realidade observável. É antes, fornecer um modelo, que organize e classifique as nossas experiências. A razão disso é que explicar um fenômeno envolve sempre o apelo à realidade por trás dos fenômenos, algo que está fora do alcance do nosso poder de observação.

Os enunciados teóricos, sobre o inobservável, como não podem ser confirmados pela experiência, têm um papel instrumental, são convenientes para a construção dum modelo. O instrumentalismo é não-eliminativo porque rejeita a ideia de que poderíamos eliminar os enunciados teóricos fazendo-se paráfrases apenas com termos observáveis. Tudo o que importa numa teoria é a sua adequação empírica, a verdade dos enunciados observáveis.