Le Fabuleux Destin

Five days ago the big question in french politics was the refusal of Iranian president, Hassan Rohani, of a formal dinner with the French president, François Hollande, where wine would be served.

Then all hell broke loose in Paris, hundreds dead and seriously injured, leaving the France dumbfounded. Leaving the capital silent and anxious.

A few days after the attack on Charlie Hebdo and I recall waking up from the distress hearing an accordion player playing some traditional song on a totally silent subway car.

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Anna Netrebko and friends

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Last saturday I went to The Orangerie gardens at the Palais de Versaiiles to the Anna Netrebko Gala where she sang some opera arias with Ekaterina Gubanova, Ildar Abdrazakov and Yusif Eyvazov under the direction of Marco Armiliato with the Orchestre National d’Île-de-France.

Anna Netrebko and Yusif Eyvazov gave the best performances to which the public responded with enthusiasm.

What a great night!

Bourgeois-bohème

Caroline de Maigret é a personificação da parisiense cool actual, 39 anos, muito charme, cabelo despenteado ao ponto de não se saber bem a última vez em que o lavou.

De origem aristocratica, na juventude desistiu do curso de humanidades na Sorbonne e dedicou-se à carreira de modelo. Hoje vive no SoPi(South Pigalle), bairro mais cool de Paris, tem uma pequena editora independente com o companheiro, além de ainda trabalhar como modelo e ser é embaixadora de duas marcas de luxo.

Caroline – mais 3 amigas – lançou um livro onde “ensina” as não parisienses a parecerem parisienses: How to Be Parisian Wherever You Are: Love, Style, and Bad Habits. Algumas dicas: “Não tenha medo de envelhecer”, “Use vermelho com rosa”, “Não tome pequeno-almoço”, “Pareça sempre fuckable”.

Tour 13

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Apart from being in the cold for three hours and an half in the queue it was an amazing experience.

A 10-storey building in Paris will be demolished by the end of the month, and has been decorated inside and out by street artists.

You can make a virtual visit here, my favorite floors were the 8th and the 2th (where the portuguese artists worked)!

Conexão Paris

Post roudado na integra da “Conexão Paris

«Por Evandro Barreto, autor do livro Na Mesa Cabe o Mundo, lançado pela Editora Conexão Paris.

Em Paris, as pessoas que vêm de fora param para ver a Torre e o Arco, as vitrines e os jardins, o rio e as pontes, as avenidas fervilhantes e as performances de rua, os museus e outras pessoas – muito diferentes delas próprias. Raramente se dão conta da outra cidade que se desdobra sob seus pés. Nos vários patamares desse mundo obscuro, sucedem-se fantasmagóricos ramais metroviários desativados, galerias de esgotos imortalizadas no “Fantasma da Ópera”, catacumbas do tempo do Império Romano, jazidas abandonadas de calcário, que abrigaram células da Resistência durante a ocupação nazista. Até os moradores da cidade pouco conhecem da geografia oculta, apesar de consumirem grande parte do tempo viajando debaixo da terra, apertando-se nos vagões e percorrendo os longos corredores das estações de conexão.

O metrô de ParisO metrô de Paris

Mas mesmo o metrô nosso de cada dia pode ser, por si só, uma atração. Ali se multiplicam acontecimentos instigantes  –  de um concerto de Mozart, executado por músicos de alto nível, a discursos inflamados  em defesa da fauna de Madagascar. Geralmente, os residentes passam batidos, pela premência dos horários e o torpor da rotina. No interior da composição, a paisagem humana. Muçulmanas, obrigadas por lei a desvendar o rosto, escondem o desconforto atrás de revistas. Jovens punguistas atentas às bolsas e policiais disfarçados atentos a elas. Executivos concentrados em i-phones, universitários estudando filosofia em pé. Um africano de meia-idade, com jeito de burocrata dos Correios, cochila sentado. Atenuadas pelos anos, as cicatrizes rituais que algumas etnias deixam nas faces dos recém-nascidos lembram suas raízes. Eu me pergunto se ele sonha com leões, como o pescador de Hemingway.

Naquela vizinhança que se renova a cada parada, e no entanto é sempre a mesma em sua indiferença, talvez só eu me sinta um espectador entre atores inconscientes. Quem já se acostumou a ver de tudo, não se encanta ou se surpreende com quase nada.

Por uma só vez, surpreendi  parisienses se deterem numa boca de metrô. Um maltrapilho tocava seu realejo decrépito. Não havia periquito para tirar a boa sorte. Não havia boa sorte. Havia um som e um gestual de abismo. Havia um velho em seu abismo, girando a manivela do instrumento com o vigor e o desespero de quem se concentra em  moer a vida para extrair dela o que possa restar. As moedas caíam em cascata no chapéu corroído, mas o velho, em transe, parecia não perceber. Eu me forcei a descer as escadas, perturbado pela força da cena.

O desconforto só se dissipou quando voltei à superfície na Estação Étoile.  Uma grande lua e as árvores iluminadas à espera do natal me devolveram a lembrança de que a vida também pode nos chegar embrulhada para presente.

Na Mesa Cabe o Mundo

Conheça o livro Na Mesa Cabe o Mundo, escrito por Evandro Barreto.

Leia  as demais crônicas de Evandro Barreto publicadas no Conexão Paris