“Those Who Can Make You Believe Absurdities, Can Make You Commit Atrocities”

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Voltaire, the clearest of Enlightenment thinkers wrote those words in his 1765 essay, “Questions sur les miracles.” And they resonate as much now, 250 years later, as they did then.

It is hard to live in a universe ruled by contingency and accident.  It is soothing to speak of fate and destiny.  Affective ambivalence, indecision, turmoil, emotional tumult, all take on a more bearable aspect if they are seen as subject to forces external to us, subject to external resolution–inevitably, inescapably. “What will be will be….” So too with misfortune.  If an event which we would so much the more have wanted to forgo could just as well not have been, its occurrence, its having-been, cuts into us all the deeper, all the more terribly.  So we speak of fate, of destiny.

The human impulse to construct narratives is a gift of imagination. But beware the seductive allure of plot and the delusion of comprehension.

Le Fabuleux Destin

Five days ago the big question in french politics was the refusal of Iranian president, Hassan Rohani, of a formal dinner with the French president, François Hollande, where wine would be served.

Then all hell broke loose in Paris, hundreds dead and seriously injured, leaving the France dumbfounded. Leaving the capital silent and anxious.

A few days after the attack on Charlie Hebdo and I recall waking up from the distress hearing an accordion player playing some traditional song on a totally silent subway car.

O traçador e o chilique da rottweiler

Louis XIV, além das Madames de La Valière, de Montespan e de Maintenon, rebolou-se em diversos lençois. Antes dele, François I casou com Cláudia ainda esta tinha quinze anos, fez-lhe oito filhos antes de morrer aos vinte e quatro anos, pelo caminho, traçou uma linha de debutantes, Françoise de Foix, Anne de Pisseleu, a “Belle Féronnière” e ainda deixou um bastardo a uma grande dame inconueLiberté! Neste país que se fez famoso pela licenciosidade das damas, os presidentes da quinta república tiveram mais ou menos disfarçadas, talvez com a excepção de George Pompidou, outros lençois. A mulher de papel passado com lugar nas aparições públicas em recepções incómodas, as jolies papillons guardadas para glamorosas púbicas contra bamboleantes cómodas. Egalité! 

O français de sessenta anos despachou a companheira/adversária Ségolene, na altura com cinquenta e oito, pela menos quilométrica Valérie, de quarenta e nove, apelidada pela sua simpatia de Rottweiler e com dois divórcios na bagageira. E decidiu agora, o pinga-amour, renovar a frota com Julie, corista,  ainda dentro da garantia, com quarenta e um anos. Fraternité!

Presidente tem de honrar a memória dos governantes do passado, incentivar o turismo e a actividade fundada no Folies Bergères, Moulin Rouge, Lido e Crazy Horse. Sair de fininho do Elisée, na garupa da motorizada, o capacete vai na cuca, para dar uma deliberada!

Conexão Paris

Post roudado na integra da “Conexão Paris

«Por Evandro Barreto, autor do livro Na Mesa Cabe o Mundo, lançado pela Editora Conexão Paris.

Em Paris, as pessoas que vêm de fora param para ver a Torre e o Arco, as vitrines e os jardins, o rio e as pontes, as avenidas fervilhantes e as performances de rua, os museus e outras pessoas – muito diferentes delas próprias. Raramente se dão conta da outra cidade que se desdobra sob seus pés. Nos vários patamares desse mundo obscuro, sucedem-se fantasmagóricos ramais metroviários desativados, galerias de esgotos imortalizadas no “Fantasma da Ópera”, catacumbas do tempo do Império Romano, jazidas abandonadas de calcário, que abrigaram células da Resistência durante a ocupação nazista. Até os moradores da cidade pouco conhecem da geografia oculta, apesar de consumirem grande parte do tempo viajando debaixo da terra, apertando-se nos vagões e percorrendo os longos corredores das estações de conexão.

O metrô de ParisO metrô de Paris

Mas mesmo o metrô nosso de cada dia pode ser, por si só, uma atração. Ali se multiplicam acontecimentos instigantes  –  de um concerto de Mozart, executado por músicos de alto nível, a discursos inflamados  em defesa da fauna de Madagascar. Geralmente, os residentes passam batidos, pela premência dos horários e o torpor da rotina. No interior da composição, a paisagem humana. Muçulmanas, obrigadas por lei a desvendar o rosto, escondem o desconforto atrás de revistas. Jovens punguistas atentas às bolsas e policiais disfarçados atentos a elas. Executivos concentrados em i-phones, universitários estudando filosofia em pé. Um africano de meia-idade, com jeito de burocrata dos Correios, cochila sentado. Atenuadas pelos anos, as cicatrizes rituais que algumas etnias deixam nas faces dos recém-nascidos lembram suas raízes. Eu me pergunto se ele sonha com leões, como o pescador de Hemingway.

Naquela vizinhança que se renova a cada parada, e no entanto é sempre a mesma em sua indiferença, talvez só eu me sinta um espectador entre atores inconscientes. Quem já se acostumou a ver de tudo, não se encanta ou se surpreende com quase nada.

Por uma só vez, surpreendi  parisienses se deterem numa boca de metrô. Um maltrapilho tocava seu realejo decrépito. Não havia periquito para tirar a boa sorte. Não havia boa sorte. Havia um som e um gestual de abismo. Havia um velho em seu abismo, girando a manivela do instrumento com o vigor e o desespero de quem se concentra em  moer a vida para extrair dela o que possa restar. As moedas caíam em cascata no chapéu corroído, mas o velho, em transe, parecia não perceber. Eu me forcei a descer as escadas, perturbado pela força da cena.

O desconforto só se dissipou quando voltei à superfície na Estação Étoile.  Uma grande lua e as árvores iluminadas à espera do natal me devolveram a lembrança de que a vida também pode nos chegar embrulhada para presente.

Na Mesa Cabe o Mundo

Conheça o livro Na Mesa Cabe o Mundo, escrito por Evandro Barreto.

Leia  as demais crônicas de Evandro Barreto publicadas no Conexão Paris

Turn off the lights

Foucault’s admited “in France, you gotta have ten percent incomprehensible, otherwise people won’t think it’s deep–they won’t think you’re a profound thinker.”

French public monuments, churches, stations, offices and billboards will be blacked out beginning at 1am. The measure will reduce the carbon footprint 250000 tons of carbon dioxide and will also save 200 million euros a year. “The next step is to reduce street lighting by adding sensors so it will only switch on when someone is present”. The French government has also launched a campaign to educate businesses about why the blackout is necessary. Shop window lighting must be turned off from 1-7am, and public monuments must only be lit up from sunset to 1am.

The Maxims of manner (avoid ambiguity, be brief, be orderly, and avoid obscurity of expression) are “systematically violated” in France, partly due to the influence of German philosophy. So they say.

C’est ça ksé bon

Acabei de chegar no cinema, fui ver o filme francês realizador pelo português Ruben Alves com vários actores portugueses.

O guião roda em torno da vida de um casal português em França, as aventuras e desventuras, os risos, as lágrimas, os palavrões e o bacalhau.

Pelo meio um fado que me trouxe as lágrimas aos olhos.

La Cage Dorée

A french film about a portuguese family living in France.

Maria and José Ribeiro lived for almost thirty years on the ground floor of a nice building, in their dear little lodge, both popular and so well integrated. One day they are offered their dream, return to Portugal in the best conditions. And nobody wants to let go of the Ribeiro’s, so dedicated and so discreet. Will they be able to go far from their family, neighbors, and their bosses? And after all, Maria and Jose did they really want to leave France and abandon their precious golden cage?

I’m gonna watch it!