Anna Netrebko and friends

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Last saturday I went to The Orangerie gardens at the Palais de Versaiiles to the Anna Netrebko Gala where she sang some opera arias with Ekaterina Gubanova, Ildar Abdrazakov and Yusif Eyvazov under the direction of Marco Armiliato with the Orchestre National d’Île-de-France.

Anna Netrebko and Yusif Eyvazov gave the best performances to which the public responded with enthusiasm.

What a great night!

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Bourgeois-bohème

Caroline de Maigret é a personificação da parisiense cool actual, 39 anos, muito charme, cabelo despenteado ao ponto de não se saber bem a última vez em que o lavou.

De origem aristocratica, na juventude desistiu do curso de humanidades na Sorbonne e dedicou-se à carreira de modelo. Hoje vive no SoPi(South Pigalle), bairro mais cool de Paris, tem uma pequena editora independente com o companheiro, além de ainda trabalhar como modelo e ser é embaixadora de duas marcas de luxo.

Caroline – mais 3 amigas – lançou um livro onde “ensina” as não parisienses a parecerem parisienses: How to Be Parisian Wherever You Are: Love, Style, and Bad Habits. Algumas dicas: “Não tenha medo de envelhecer”, “Use vermelho com rosa”, “Não tome pequeno-almoço”, “Pareça sempre fuckable”.

Algarves

Blood moon lunar eclipseO emir Almóada, em 1156, nomeou o filho Ibn Said governador de Córdova e Sevilha com o objectivo de aniquilar a resistência que ainda se mantinha no Al Andaluz. Ibn Said nomeou novos governadores para Silves e Beja. Tavira e Alcácer do Sal mantiveram-se independentes, haviam estabelecido uma aliança de protecção mútua, disponham de importantes frotas militares e facilmente resistiam aos cercos almóadas.

Ali Ibn al-Wahibi, cuja família governava Tavira, foi convidado pelos habitantes de Alcácer do Sal para governar a cidade em 1158, por esta estar depauperada pelos frequentes confrontos com Ibn al-Rink(o filho de Henrique), Afonso Henriques, o novo governador secretamente estabeleceu um período de tréguas com o infiel. Quando a população descobriu, decapitou-o.

Alcácer do Sal foi conquistada em 1160, Tavira manteve o seu estatuto de independente até 1168, integrando-se depois no califado até 1239 quando foi conquistada.

Saudades

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Várias línguas expressam a Saudade como melancolia socorrendo-se dum verbo. I miss you(inglês), vous me manquez beaucoup(françês), mi manchi(italiano), te echo de menos(espanhol), ich vermisse dich(alemão), se bem que os alemães tenham Sehnsucht.

Desta forma traduzem esse sentimento em acção ou em mudança de estado, por aqui optou-se pelo substantivo próprio, não passível de tradução que adquire inacção associado ao verbo sentir.

Esta subjectividade além de melodramática, permite-lhe sentir coisas que não lembram ao Diabo, como a etérea Saudade de algo que nunca se teve. A faculdade contemplativa da estetização desta dor prontifica-se à Saudade de ter Saudade de algo quando tudo era mau, mas agora à distância parece ter acontecido no idílio. Daqui resulta um entusiasmo triste, na perspectiva de gozar o Paraíso de agora, porque muito certamente em breve, no Calvário futuro dele se terá Saudade .

E o Jesus é o Diogo Morgado

santa-claus3O Pew Research Center, realizou um estudo onde sugere que a exposição à religião tem um forte impacto na distinção entre realidade e ficção. Estudaram 66 crianças americanas(nuff said). As crianças expostas à religião tinham mais dificuldades em classificar as personagens de histórias fantásticas como sendo a fingir, as crianças catequizadas eram significativamente menos capazes de associar animais falantes à ficção.

“O ensino religioso, especialmente a exposição a histórias de milagres, criam nas crianças uma maior receptividade ao impossível, uma aceitação de que o impossível pode acontecer e desafiar a ordem comum”.

Eu juro que já ouvi um papagaio a piar umas palavras e também vi o Brasil a  levar 7 da Alemanha. Juro! :)

Verrinosa Fluorite

H2FSbF6José Rentes de Carvalho, no Tempo Contado:

É um raivoso daqueles que os ataques de raiva tornam cómicos, porque então de facto rebola os olhos, espuma da boca, todo ele estremece como se sofresse da dança-de-são- vito.
A mola forte da sua raiva é a inveja. Inveja do talento alheio, do sucesso que queria ter e não alcança, o reconhecimento dado a este e aqueloutro e que esperava seu.
Tem por meta o proveito, e tão fanático se torna a querer alcançá-lo de qualquer maneira que não poupa o esforço, a ponto de, fisicamente, ganhar o aspecto dos rafeiros que, exaustos e sequiosos, vão pela berma dos caminhos.
Para um qualquer em seu juízo bastaria o talento que Deus lhe deu, mas a ele não contenta: quer esse, mais o do vizinho, e também o que o Altíssimo, por distracção, esbanjou nos figurões que lhe fazem concorrência, os mesmos que, sem parar, recebem prémios, benesses e louvores.
Consegue o milagre de contrair os maxilares quando fala, resultando daí que as palavras que articula parecem voluntariamente sibiladas, como para melhor condizerem com o chispar dos olhos.
Lá dentro, lá no fundo, deve ter também boas qualidades, por certo conhece momentos de devoção e altruísmo. Infelizmente, só se vê dele o que não consegue esconder.