Os ratos comeram-no

mousetrap

A primeira tradução existente duma obra em língua europeia para japonês, “Doctrina Christan”, foi impressa em Amakusa em 1592. Alessandro Valignano responsável pela missão jesuíta no Extremo Oriente ofereceu-a a D. Theotónio de Bragança que por sua vez a doou a um convento de cartuxos. Os frades zelaram pela sua integridade durante dois séculos. A seguir à revolução liberal, no séc. XIX, o Estado expropriou-os, o livro foi parar ao Lyceu Nacional, onde Murakami Naojiro a encontrou em 1903. Jordão de Freitas inspeccionou a obra alertado pela descoberta de Murakami.

Em 1911 o Lyceu foi transferido para as novas e imponentes instalações, a primeira grande obra pública feita pela Republica. E quando Freitas visita as novas instalações e pede para ver o livro, foi-lhe dito por um funcionário : “Já não o temos, os ratos comeram-no.”

Em 1913 foi vendido a um americano por um livreiro madrileno, e em 1915, reaparece no catálogo dum livreiro na Haia, Martinus Nijhoff. O barão Iwasaki Hisaya, em 1917, ofereceu-o a biblioteca Toyo Bunko, onde hoje se encontra, em bom estado de conservação.

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