Panis et circenses

edito

Alessandro Guerra, “o furioso” por causa  do seu audacioso estilo de acrobacias com cavalos, rival directo do famoso acrobata equestre Andrew Ducrow,  foi um dos mais importantes artistas de circo da primeira metade do século XIX. Sobre cavalos a galope, executava exercicios de equilíbrio, malabarismo com espadas, cantava e tocava flauta e violino e ainda saltava através de argolas usando trajes romanos antigos. Após o sucesso no país natal, a Itália, mudou-se para a Alemanha para fazer parte do Circus Gymnasticus de Christoph de Bach, onde se tornou a atracção principal, casou-se com a filha de Bach. Em 1826, ele e o funambulista Gabriele Ravel fundaram uma companhia própria, o Circo Romano, tornando-se o protótipo do director de companhias circenses equestres, contratando os melhores artistas, realizou tournées pela Itália e Alemanha, com os melhores artistas da época, construiu um circo permanente de madeira em Estocolmo e na Rússia fundou o Cirque Olympique de São Petersburgo.

Éric Kayser é herdeiro duma dinastia de padeiros do Lorraine, aos 30 anos com Patrick Castagna criou o fermento Levain, que dá ao pão um sabor azedo e ácido e permite que a fermentação se faça no frio. A farinha fresca e água exposta ao ar, fornece os nutrientes e açúcares necessários para que a flora microbiológica dispersa no ambiente se desenvolva, resultando numa série de fermentações incontroláveis, fermentações estas que produzem gás carbônico e ácidos, os mais comuns o acéptico e o láctico. A levedura acrescentada consume o açúcar e transforma-o em álcool que será eliminado pelo calor no forno. Quanto mais lento o processo de fermentação no frio, melhor o sabor, aroma e maior durabilidade do pão.

Datado de dia 1 de fevereiro de 1780,  este édito foi promulgado por Domenico Brichieri Colombi, auditor fiscal da cidade de Florença, executando ordens de Pedro Leopoldo de Lorena, Grão-Duque da Toscana. Proibia apresentações públicas de artistas itinerantes, a fim de não dar ao povo “oportunidades para que se distraia de maneira vã”. Este documento descreve com bastante precisão toda a gama de artes de rua a partir das quais nasceu o circo equestre fundado por Philip Astley. O édito aplicava-se a “charlatães, cantimbanchi [cantores de rua], contadores de histórias, ventrílocos, malabaristas e todos aqueles que realizassem espectáculos de fenomenos anormais, exibissem máquinas, animais ou vendessem segredos, bem como a qualquer outro estrangeiro que viajasse a fim de ganhar seu pão com actividade similar”. O édito bania, essencialmente, o trabalho no universo artístico que, até aquele momento, havia sido parte de feiras comerciais e companhias de commedia dell’arte em Itália. Fez parte de uma série de reformas no comércio, na justiça e na administração pública conduzidas pelo governo do grão-ducado durante a segunda metade do século XVIII.

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