Tomada de consciência em Portugal

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Extractos do texto escrito por José Rentes de Carvalho para exposição de fotografia “Bewust Wording in Portugal” que decorreu em Roterdão entre 16 Dezembro de 1978 e 28 Janeiro de 1979. Leiam o texto completo neste post do seu blog.

“(…) Só um tolo ou um indiferente poderão ficar insensíveis perante a situação de um país onde a palavra crise, perdendo o seu significado político de agravamento de uma situação, passou a ter o significado que se lhe dá nas peças de teatro, quando a intriga se intensifica, levando a acção dramática a uma catástrofe.”

“(…) A todos estes homens, eleitos, escolhidos, designados segundo as regras do sistema democrático e parlamentar, que se dizem e querem defensores íntegros dos princípios da democracia, não é somente necessário pedir-lhes contas: é imperativo que as prestem. É urgente que o povo os julgue antes que seja tarde, antes que se torne real o fantasma do governo autoritário com que eles nos ameaçam, como se a nós, lesados, ainda nos coubesse castigo. (…) Por isso, e mais fundo do que magoa a fome, o frio, a humilhação doem ao povo as esperanças perdidas, as promessas com que o enganaram, o futuro que lhe recusam.”

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