Do burro e da vaca


«Leio no jornal português “Público” uma apelativa notícia que surge com este título: “Papa reafirma virgindade de Maria e diz que o burro e a vaca não estavam no presépio“. Uma nota, assinada por João Manuel Rocha, sobre “A Infância de Jesus“, o novo livro de Bento XVI.

(…) Por isso me surpreende o critério jornalístico que dá relevo à posição sobre o papel dos bovinos e dos equídeos na teologia? Não. O que me verdadeiramente me surpreende é que numa breve nota sobre o livro – que é apenas uma mescla de textos de imprensa (Reuters, Ecclesia, El Pais) – não se consiga dar relevo em título ao verdadeiramente significativo: “O Papa … pede aos leitores para deixarem de olhar para Deus como alguém que limita a liberdade individual …”. Não é coisa nova, mas é coisa difícil de passar, de fazer viver. É (sempre) um título. Será (sempre) um título.

Mas não para o “Público”, com um pé no engraçadismo e outro na ignorância. Incapaz de seleccionar, de fazer ler. E de fazer discutir. E é esta mediocridade jornalística, este rame-rame entre bovinos e equídeos, que explica, em boa parte, o afogamento dos jornais “de referência”. E os despedimentos dos que neles trabalham. Os deste pobre olhar e os outros. Que os há.» Roubado ao Ma-schamba.

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2 thoughts on “Do burro e da vaca

  1. Claro que deus não limita a liberdade individual, esse é o papel da igreja. As mulheres que o digam…

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