A dialética é descartada quando a experiência que a subjaz chega

Paul Brunton escreveu, «Quando Sócrates pensava e falava, andava, mas quando a experiência transcendental o atingia, arrebatado-o e e soltando-lhe o livre-pensamento, ele permanecia rigidamente parado, onde estava. Sem questionamento nem argumentação, nada então lhe interessava.»

Tanto é o sentido que à realidade confere a teoria platónica de participação que ela própria se esvazia de sentido. As coisas transitórias são o que são na medida em que participam da Ideia imutável que delas existe num mundo eterno e inteligível. O problema que nos sobra é o de determinar a natureza dos laços que unem a coisa participante à Ideia participada.

O cínico Diógenes terá obrigado Platão a ponderar melhor sobre o assunto, ao mesmo tempo que se alimentava de figos secos, dirigiu-lhe as seguintes palavras: «Platão, podes participar deles.» O discípulo de Sócrates dispôs-se a ingerir alguns frutos. Diógenes, rindo, censurou-lhe a atitude: «Disse-te que participasses, Platão, não que os comesses.»

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