Não se adivinha chuva para a tarde

A Guerra Franco-Prussiana eclodiu devido às grandes tensões entre a França e a Prússia na década de 1860, Napoleão III estava determinado a colocar em cheque o crescimento da força prussiana e vingar-se do que encarava como uma série de humilhações diplomáticas. A Prússia, sob o domínio do chanceler Otto von Bismarck, acreditava que uma guerra dos estados alemães liderada por ela contra a França seria o acto decisivo para a criação do império alemão unificado. O conflito teve início no dia 19 de Julho de 1870, quando a França declarou guerra. O exército francês sofreu uma derrota desastrosa na Batalha de Sedan, deixando aberta a estrada para Paris, que cercaram a 19 de Setembro. Sem ligações ao interior do país, os parisienses sobreviveram alimentado-se de cães, gatos e da maioria dos animais do zoológico de Paris. As árvores dos Champs-Elysées e dos parques foram cortadas e queimadas para servirem de combustível. Paris rendeu-se em 28 de Janeiro, pondo fim à guerra.

«(…)em 1999 a Alemanha era o “paciente europeu”. Entendeu então O clamor do jornal Frankfurter Allgemeine contra a inflação, que um banqueiro com passaporte falso e genes monetários de romano decadente vai lançar sobre nós. Estamos mergulhados na miséria do euro. A autocompaixão e a fúria tentam apoderar-se da alma alemã.
E que tal se tentássemos tirar a nossa razão da trompeta? Se começássemos a aceitar a Europa e a sua moeda frágil – defendê-la com tudo o que temos, com todos os que estão connosco, e contra todos os que a querem destruir? Se nos despedíssemos do nosso auto centrismo, dos erros e das ilusões que transportamos connosco vindos da era das paixões nacionais, quando o marco alemão funcionava para os alemães como substituto do patriotismo traído?que precisava de se reformar e fê-lo. Sem se preocupar com as flutuações da opinião pública de curto prazo e empenhado num futuro colectivo melhor para todos, o então chanceler social-democrata, Gerhard Schröder impulsionou a denominada Agenda 2010. As reformas contidas nesta “agenda” –  que abrangeram o maior corte de benefícios e prestações sociais desde a Segunda Guerra, a flexibilização da lei laboral, facilitando os despedimentos, o alargamento da idade da reforma de 65 para 67 anos, redução de subsídios à construção imobiliária, indústria e agricultura, e um acréscimo do investimento no ensino – custaram-lhe a reeleição, mas devolveram ao país a sua vitalidade económica
. Em suma é sobre os ombros de um país em profunda transformação, que passou por um processo violento de reformas, e que ainda não se encontrou, que a Europa deposita todo peso da liderança. Uma liderança que a Alemanha não sabe se quer assumir e com qual as capitais europeias  tem uma relação bipolar.  Mais do que nunca a Alemanha precisa do apoio dos seus parceiros comunitários. Necessita que estes “arrumem a casa” em matéria de contas públicas – sim a disciplina orçamental é uma virtude aos olhos germânicos – pois só assim  se poderá convencer os contribuintes alemães que não estão a ser assaltados à mão armada – argumento fundamental nas legislativas do próximo ano que Angela Merkel quer vencer-  e precisa e que os outros grandes países dos Vinte e Sete  (que assobiam para o ar à décadas) façam um grande esforço eles próprios para serem mais europeus  e solidários na suas opções. A Europa quer mais Alemanha? Então dê mais Europa à Alemanha.»

«O clamor do jornal Frankfurter Allgemeine contra a inflação, que um banqueiro com passaporte falso e genes monetários de romano decadente vai lançar sobre nós. Estamos mergulhados na miséria do euro. A autocompaixão e a fúria tentam apoderar-se da alma alemã. E que tal se tentássemos tirar a nossa razão da trompeta? Se começássemos a aceitar a Europa e a sua moeda frágil – defendê-la com tudo o que temos, com todos os que estão connosco, e contra todos os que a querem destruir? Se nos despedíssemos do nosso auto centrismo, dos erros e das ilusões que transportamos connosco vindos da era das paixões nacionais, quando o marco alemão funcionava para os alemães como substituto do patriotismo traído?»

 

 

 

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