Lamentável panorama

«(…)Terminou as mudanças da moradia da Moita em que residia e levou consigo quase todo o recheio; deixou a irmã a tomar conta da casa e ainda uma mobília do quarto; a irmã vai continuar a viver lá, uma vez que está a acabar o 9º ano nas Novas Oportunidades da Escola Técnica e Profissional da Moita e era complicado ir todos os dias de Cascais. É uma injeção de realidade. De vidinha. Leio a história e imagino logo as duas irmãs sentadinhas no sofá, assistindo à telenovela e aproveitando os silêncios para discutir os seus próprios dramas. E, no entanto, a imprensa engole isto. Liga diariamente, ela vai contando que levou o Smart e o Mini Cooper, que foi aos serviços municipalizados mudar a titularidade da conta da água, que avisou a mulher a dias que agora só receberá seis euros à hora e que as duas deram as mãos e choraram muito. E os portugueses engolem-no também. Estão verdadeiramente solidários com a dor, tanto quanto no passado estiveram encantados com os seus talentos musicais (primeiro) e com as suas maminhas de plástico (depois). E na verdade só têm pena de que as revistas não tragam um número de valor acrescentado para eles poderem votar que ele é um grandessíssimo sacana.»

«(…)Uma entrevista a um navegante de Quinhentos. O entrevistado era falso mas os dados referidos pelo marinheiro eram verdadeiros, retirados de livros de História, citados no fim do artigo. Uma das respostas do meu navegante lembrava que a Casa da Índia, que geria o comércio trazido pelas naus da rota do Oriente, tinha de entregar, nos finais de 1500, cerca de 40 por cento da carga ao capitão, pilotos e mestres de cada barco (na sua fundação, em 1503, aquele direito era só de oito por cento). Quer dizer, aquele punhado de tripulantes, além do soldo, ficava com quase metade das especiarias, seda e goma lacada, fruto de um negócio que era um desígnio nacional e antigo – nascido com a plantação de pinhais, a construção de estaleiros, a presciência de reis, o saber de cosmógrafos e a coragem de soldados. E esse desígnio nacional acabou em quase metade da pimenta e canela abarbatada por alguns – justamente conhecidos por “agasalhados” – cuja força lhes vinha de ocuparem a cabina e poderem chantagear: ou temos metade do espaço da nau para o nosso tráfico ou não há Império nem Índia para ninguém… Em fins de Quinhentos a Casa da índia estava falida.»

«Dois históricos do futebol do Velho Continente, o italiano Fraco Baresi e o holandês Stan Valckx,» acham a dupla de centrais portuguesa composta por Bruno Alves e Pepe a melhor do Euro 2012. «(…) soma três jogos completos(270 minutos) no Euro 2012, com números surpreendentes. Bruno Alves e Pepe não receberam qualquer cartão, levaram mais faltas sofridas(oito) do que cometidas(seis).» Que é que se passa com eles, estão doentes? Foram tomados por algum alien? Quero os velhos centrais de volta. :)

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