Lusitânia Restaurada

Estava Portugal; mas não estava;
Jazia Portugal; mas não jazia:
Que o estado e o sepulcro em que se achava
De vida nem de morte lhe servia.
Para sofrer, a vida sustentava,
Para viver, da vida carecia,
Provando cada instante em triste abismo
Um golpe, uma ruína, um paracismo.

(Vicente Gusmão Soares, Lusitânia Restaurada, 1641)

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