O Juramento dos Horácios

Três irmãos juram, com a saudação romana, que lutarão pela República. O dever público, o sacrifício pessoal e o patriotismo são valores superiores à própria segurança. Ainda que a sua decisão traga  sofrimento às suas famílias, para um pai era melhor que um filho morresse na guerra do que ficasse em casa.

No século VIII os senhores da Murça, secundados pelo povo fizeram montarias para escorraçar para muito longe a porca(ursa) que se tinha tornado o terror da vila, pela sua monstruosa corpulência, pela sua ferocidade e por ser tão matreira, que nunca poderia ter sido morta por caçadores. Em 775, o Senhor de Murça, cavaleiro de grandes forças e de não menor coragem, decidiu matar a porca, e tais manhas empregou que conseguiu, libertando a terra de tão incómodo hóspede. Em memória desta façanha, se construiu tal monumento alcunhado a “Porca de Murça”, e os habitantes da terra se comprometeram, por si e seus sucessores, a darem ao senhor, em reconhecimento de tal benefício, para ele e seus herdeiros, até ao fim do mundo, três arráteis de cera anualmente, por cada fogo, sendo pago este foro mesmo junto à porca.

Dizia-se pós-conceptual. A vanguarda era sua propriedade independentemente do conceito. Tinha a graciosidade da simetria formal e a verborreia dos guerreiros contemporâneos. Queria pertencer à tribo cultural de excelência; como tal, caminhava sobranceiro acima dos comuns mortais que ele via como presos a uma teia pecaminosa de vícios humanos. Ser retrógrado, dizia, era ser humano na sua forma tradicional.

 

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