O secreto Karl Marx

Sustentado pelo amigo e rico En­gels, Karl viveu po­bre com Jenny Marx, a mulher de origem aristocrática que amava. Numa carta de 1856 apaixonado escreveu: “Meu querido amor, tenho a sua imagem viva à minha frente, tomando-a nos meus braços, beijando-a da cabeça aos pés, ajoelhando-me diante de si, suspiro ‘Madame, eu a amo’. E eu de facto amo-a mais do que o Mouro de Veneza jamais amou. (…) Mas o amor de uma querida, isto é, você, torna um homem novamente homem. De fato há muitas mulheres no mundo, e algumas delas são belas. Mas onde encontrarei outro rosto no qual cada traço, até cada ruga relembra as maiores e mais doces memórias de minha vida”. O casal Marx viveu numa penúria extrema, não bastas vezes sem dinheiro para comer, pagar o aluguer ou  mesmo enterrar o filho Edgar, de 8 anos, mas eram cúmplices, adoravam-se. Marx escreveu a Ferdinand Lassalle: “Bacon diz que os ho­mens realmente importantes têm tantas relações com a natureza e o mundo que eles se recuperam facilmente de qualquer perda. Eu não pertenço a estes homens importantes. A morte de meu filho abalou profundamente meu coração e minha mente e ainda sinto a perda tão vivamente como no primeiro dia. Minha pobre esposa também está completamente abatida”.

Em 1850, enquanto Jenny procurava na Holanda fundos para a causa socialista do marido, Marx andava no feel o’right com a empregada doméstica da família En­gels, Helene Demuth filha dum padeiro, graciosa, não bonita, uma aparência simpática e duma eficiência doméstica impressionante, trabalhava desde os 11 anos como empregada. Engravidou e quando o garoto nasceu Marx lamentou-se: “Tens que admitir que esta é uma enrascada dos diabos e que estou enfiado até o pescoço no lamaçal pequeno-burguês. Mas, por último, para dar uma feição tragico-cómica à coisa, há ainda um mystère que te revelarei agora em em pouquíssimas palavras. (…) Para pessoas de aspirações gerais não há maior estupidez do que casar e se entregar às pequenas misérias da vida doméstica e privada”.

Marx não assumiu a paternidade da criança porque Jenny era “terrivelmente ciumenta” e ficou receoso duma separação. Deram-lhe o nome de Frederick, para insinuar que era filho de Friedrick Engels, depois entregaram -no para adopção. Engels ficou com a má fama de “pai omisso”. O menino foi entregue a um casal de trabalhador, os Lewis, da zona leste de Londres e nunca recebeu uma educação decente nem desfrutou do tipo de formação intelectual — as peças de Shakespeare, os piqueniques animados em Hampstead Heath, as brincadeiras socialistas — que Marx deu ao resto da prole”

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s