Onde estavamos antes da Primavera

Até há pouco tempo atrás o excêntrico campista líbio era Coronel, só depois se “descobriu” que era um ditador, um tirano, que governou a Líbia com mão de ferro durante gerações. Foi odiado pelo Ocidente, acolhido pelo oeste, odiado novamente, em seguida, foi abraçado. Mubarak, o homem que abria a cada Fórum Econômico Mundial em Sharm El Sheikh, com a sua retórica poída para os aplausos cansados dos líderes do mundo.

Como explicar o silêncio que cercou a presidência Mubarak e a tirania da sua família antes de 25 de janeiro? Instado pelos camaradas a 29 é expulso a 31, num comunicado: «(…)we are, as of today, ceasing the membership of the NDP. (…) Consequently, we consider that a party in government that does not listen, that does not move and that does not immediately initiate a process of meaningful change in these circumstances, cannot be a member of the Socialist International.» Zine El Abidine Ben Ali teve igual tratamento dias antes, depois de anos de fêrrea ditadura na Tunísia.

Conta a lenda que um grupo de viajantes iemenitas pernoitou num canto fresco do Sahara, quando partiram de manhã esqueceram-se dos mantimentos. Então um cavaleiro voltou para recolher as provisões, o cavalo que montava enterrou uma pata na areia, de onde começou a brotar água, ain el-faras(fonte do cavalo), ali nasceu o oásis de Ghadames (ghada=almoço, ames=ontem). Não há almoços grátis já alguem dizia.

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