Confissão de um cínico

Sempre que ouvia a expressão “o mundo é pequeno” discordava. Para além de ser físicamente enorme, cada pessoa que nele vive é um mundo em si própria, tornado a dimensão do globo exponencialmente maior.

Na semana passada cruzei-me com um tipo no trabalho e desconfiei que aquela cara não me era estranha e ele fez o mesmo. Muito matutei, de onde me tinha vindo aquela impressão e quando descobri dirigi-me a ele. E foi um reencontro de antigos comparsas. Nenhum se lembrava do nome do outro e quando ele mo disse recordei-me logo da sua alcunha. Era o “Ananás”, por causa do apelido. Trabalhámos juntos no Cairo à 5 anos, ele fazia parte da equipa egípcia de desenvolvimento e eu da portuguesa. Chegou à pouco tempo aos Países Baixos mais a mulher.

Está quase a fazer três anos que me cruzei em Sidney com um outro comparsa de “armas” da Àfrica do Sul. Afinal o mundo pode ser pequeno. Onde será que irei encontrar um holandês daqui a uns anos? :)

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