A pele do tambor

«(…) a liderança política e democracia não combinam bem. Um líder é alguém que se eleva acima dos seus pares e mostra o caminho. Sabe mais, é mais capaz, tem mais poder. No nivelamento que é o objectivo de todas as democracias – uma divisão justa  de “poder, conhecimento e rendimento” – ninguém pode aspirar a elevar-se à liderança. Sentamo-nos todos ao redor da mesa e discutimos até alcançar um compromisso. A única coisa que, como primus inter pares, o líder pode fazer, é convocar a reunião e no final comunicar à imprensa o resultado.

A liderança é uma virtude nobre, não admira portanto que Cameron, primeiro-ministro de num país que ainda tem memória de um passado aristocrático, tenha dado provas de liderança verbal, seguindo as pegadas de Winston Churchill, seu longínquo predecessor.

(…) Em toda a parte as democracias arrancaram as asas aos seus líderes, mas exigem deles que nos tempos de crise sejam capazes de voar», Bart Jan Spruyt, no Elsevier.

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