A apopléctica transpiração do filósofo no momento do penalti

Deitados na cama dos pais enquanto o mundo se consumia num mormaço. O quarto quente, um cheiro acre e tudo poderia terminar assim.

Ele afundava-se no cabelo assustado dela e só cerrou o sorriso tolo para mordiscar o seu pescoço suado; ela encarava a parede de um branco encardido e reparou numa certa mancha de mofo que formava o desenho de um elefante.

A mulher foi a primeira paixão do miúdo naquela vida; o miúdo foi o terceiro cliente dela naquela tarde sem graça.

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2 thoughts on “A apopléctica transpiração do filósofo no momento do penalti

  1. O relato é auto-biográfico? ;-)

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