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«(…) desde essa altura tudo está na mesma, um dos quartos do primeiro andar tem um banheiro que, pelo desproporcionado das suas dimensões, protagonizou na história que segue.

Cameraman, som, redactor, produtora, três trintões e uma rapariga ainda nos vinte que, inexperiente, trabalhando pela primeira vez no estrangeiro, morria de nervos. Eu, sessentão, fingia de manda-chuva, só levando a sério o trabalho,que resultaria em dois programas de uma hora sobre Portugal.
Começámos pelo Porto, Minho, Gerês,Trás-os-Montes, descemos a Fátima porque o 13 de Maio era do programa. Caiu a peregrinação numa quinta-feira, e logo ao fim da tarde tomámos de assalto o Palace Hotel do Buçaco, contentes com o trabalho feito, mais que derreados,a canseira justificando um longo fim-de-semana.

Estávamos no bar quando a nossa colega, que se tinha ausentado, voltou a correr com um ar de grande aflição, quase gritando: “Waar is de toilet! Ik moetpoepen!”
Na Holanda sempre houve, mas tem aumentado, o modo directo, e os plebeísmos na linguagem a poucos incomodam. O que eu ali não esperava era que o barman compreendesse holandês e, sem outros clientes, ignorando que eu fosse compatriota, traduziu para o colega:
- A gaja quer cagar!
Não me dei por achado. Quando a rapariga voltou quisemos saber se não tinha estado no quarto, e ela explicou:
- Claro que estive! Tentei! Mas vocês vão ver, é um banheiro enorme, é como estar num largo! E eu sofro de agorafobia!»

«Gosto de ver as raparigas da minha geração (35-40) a brincar ao Sexo e a Cidade. Em regra, as mulheres vaidosas aborrecem-me. As coquettes urbanas pós-Carrie Bradshaw, menos. Primeiro, porque trabalham (o meu primeiro julgamento, muitas vezes, é o moral). Depois, porque estão de facto bonitas, numa idade abençoada. E depois ainda, naturalmente, porque me trazem memórias do meu próprio processo de crescimento. São as raparigas do meu tempo – não consigo ficar-lhes indiferente.

Coisa distinta são as raparigas mais jovens, de 20, 25 ou mesmo 30 anos, a brincar ao Sexo e a Cidade. Podem ser lindas. Podem saber tudo sobre vestidos, cosméticos e perfumes. Podem ter um monte de amigos gay e fingir que nunca passaram pela Bobadela (nem sequer de táxi). Nada daquilo, porém, lhes é autêntico. Trata-se, em regra, de uma construção, porque as ansiedades da geração delas são radicalmente diferentes – e isso percebe-se na vacuidade dos seus blogs.

Uma rapariga de 20 ou 25 anos deve vestir-se de uma maneira bela-na-sua-fealdade. Tem uma pele razoável, mas com defeitos, exatamente como os cosméticos de linhas brancas. Gosta de perfumes, mas na verdade tem muito mais apreço pela criatividade e pelo seu exercício, que reparte por aquilo a que chama “projetos” – e, em cada três delas, há pelo menos uma desempregada e outra a tentar sobreviver através dos trabalhos manuais, costurando bonecas ou fazendo sabonetes com aromas orientais comprados em lojas divertidas

E quem se fecunda é o mexilhão. No Natal passado Christine Lagarde, a senhora à frente do FMI ofereceu uma prenda à Angela Merkel, com griffe, a chanceler alemã devolveu-lhe a simpatia com um CD da Orquestra Filarmónica de Berlin. – isto é coisa para enxonfrar uma gaija.

«(…)in the wake of two years of intense involvement in the struggle to overcome the crisis in Europe, the IMF has begun to openly express its discontent.(…)Perhaps more importantly, the IMF is increasingly uncomfortable with the role that has been attributed to it in the “troika” formed with the ECB and the European Commission. In the eurozone, the organisation, which is used to a high degree of autonomy, has become a “second tier partner”. The Europeans in the troika, who are extremely strict in their approach, mainly take their orders from Germany. In the event of a divergence of opinion, the IMF is often the only member of the troika to argue in support of Greece. » – Ó ‘prela a pôr-se ao fresco. :)

Prepara-se uma saída à francesa!

Li no Domadora de Camaleões «(…)um estudo de duas universidades israelitas, divulgado pela Der Spiegel, onde se recomenda às mulheres para não enviarem fotografias nas candidaturas. Porquê? Simples: os departamentos de recursos humanos são maioritariamente femininos e mulheres atraentes (além de inteligentes e bem qualificadas) são vistas como uma ameaça, logo excluídas do processo de selecção

Procurei pela notícia em inglês e dei com este link, ao lê-lo recordei-me dum artigo que passei o olhos à uns dias atrás, sobre um outro artigo que se tornou viral e deu azo a bullying contra a autora, do qual guardei a frase, “(…)her delusion is not that she is beautiful. She fully has the right to feel that about herself. But to assume that all others share her view is delusional.”

Recordei-me disto: “Girls irritated her, intimidated her, and finally bored her; around girls she became territorial, sniffing their asses, showing her teeth. It was not a part of herself she liked. Around boys she was herself, she could relax; she had nothing to win but them.” — Eleanor Henderson, Ten Thousand Saints

Está na Bíblia, no livro do Apocalipse: após a abertura do sétimo selo, fez-se no Céu um silêncio de cerca de meia hora.

Baseado no evento, Kant deduziu, com humor, que as mulheres não vão para o Céu: elas teriam impedido que a mudez fosse tão longa.

Com bojardas destas dá para compreender porque morreu solteiro. Ainda assim o tipo tinha piada. :)

As feministas egípcias dizem “obrigadinha” à gaiata que se publicou nua na internet e contou com pormenor ter perdido a virgindade aos 18 anos com um homem de 60 que amava, no fim e em sua defesa afirmou tudo isto é arte. Como bónus, 40 mulheres israelitas terem também elas pousado nuas em apoio à pequena.

No antigo regime vigorava um regime de quotas que assegurava 64 lugares para as mulheres no parlamento, que foi revogada pelos revolucionários, por atentar contra a igualdade. Os islamistas e salafistas agradeceram. Os cartazes de campanha das candidatas islamistas, são a imagem da “decência”, fotografias dos maridos ou de flores. Num comício salafista em Alexandria, as estátuas de sereias da praça foram cobertas por atentarem contra a moral, para além de se recusarem a ser interpelados na televisão por mulheres de cabeça destapada. Farkhonda Hassan, secretária-geral do Conselho Nacional das Mulheres está muito apreensiva quanto ao futuro.

A indignação na midan(ميدان, ‎praça) passou a aura(عورة, indigno) na praça.

Thomas Dennerby é um homem feliz, selecionador sueco de futebol feminino, apesar de ter ficado em terceiro lugar a equipa jogou futebol de primeira qualidade, no confronto com. O segundo golo da Suécia foi considerado o golo da competição. A “Paulinho Santos” sueca é um amor de moça! :)

O mundial de fuebol feminino foi disputado na Alemanha e a Angela Merkel festejou o o seu aniversário assistindo à final entre os EUA e o Japão. As americanas com um futebol mais evoluído sucumbiram nos pormenores que a japonesas aproveitaram e conseguiram in extremis levar o jogo às penalidades onde aplicaram o osoto gari final.

Foi uma final épica, um hino ao futebol!

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